
Mas para os moradores das áreas onde são construídas as hidrelétricas, essas obras representam a perda de suas casas, empregos e de suas referências sociais e culturais. Elas são jogadas para fora das terras onde durante séculos viveram seus antepassados.
São brasileiros que não se opõem ao progresso. Mas querem que seus direitos sejam respeitados. Querem fazer valer o direito Constitucional de moradia. Além disso, precisam da terra de onde tiram seu sustento.
Durante três dias – de 13 a 15 de março - vão marchar em doze capitais brasileiras, em busca de soluções. Estão também com audiência marcada com a presidenta Dilma e com representantes das empresas estatais.
Esse movimento tem apoio dos sindicatos de petroleiros e de eletricitários. A Petrobrás hoje é uma empresa de energia. É bom que esteja envolvida com o debate sobre outras fontes energéticas. Nenhum trabalhador quer que a energia dita limpa venha suja com o sangue dos brasileiros.

As questões que o MAB traz interessam a toda a sociedade e não apenas aos camponeses, índios e quilombolas expulsos de suas casas. O principal desafio é discutir outro modelo energético e de sociedade.
Adaptado de Emanuel Cancella
(Coordenadora da Secretaria Geral do Sindipetro-RJ)
Publicado em sex, 09/03/2012 - 19:02 no sítio: http://www.mabnacional.org.br/?q=artigo/queremos-energia-limpa-verdade
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